Ideias inovadoras para o ensino em saúde serão apresentadas no Ocean

21 de Dezembro de 2017

Dez propostas da turma 'Ocean Lab: tecnologias digitais aplicadas ao ensino em saúde' foram analisadas no encerramento da primeira fase. Cada grupo teve cinco minutos para se apresentar à banca avaliadora no Samsung Ocean e o resultado será divulgado no próximo dia 20 de dezembro junto com junto com um 'feedback' em relação a melhorias das ideias.

A primeira turma do 'Ocean Lab' iniciou no dia 6 de novembro e pouco mais de um mês para desenvolver as propostas inovadoras na área de saúde e tem três etapas para desenvolver as propostas: Ideação, Protótipo e MVP. Na segunda fase, os alunos vão transformar as ideias em algo funcional. Na terceira e última fase, chamada MVP (Mínimo Produto Viável), são os produtos pensados para que o mercado absolva e possam ser utilizados pelos estudantes e profissionais de saúde.

Para o vice-reitor da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Mario Bessa, pela primeira vez o Samsung Ocean ofereceu um curso com foco na saúde. "Tivemos a oportunidade de ver ideias que podem se tornar protótipos e, posteriormente, em projetos que traga melhoria na área de educação em saúde", destacou.

O coordenador do Samsung Ocean, Silvio Marques, salientou que a turma possui uma diversidade grande de perfil. "São médicos, fisioterapeutas, estudantes, engenharia, designer e gestão que formaram grupos interdisciplinares que buscam soluções para a área de saúde", ponderou.

O gerente do programa de inovação da Samsung do Brasil, Eduardo Conejo, explicou que existe uma demanda gigantesca mundial de soluções que possa suportar a área de saúde, principalmente na educação. "É muito comum ouvir uma startup na área de saúde, mas pouco se ouve na área de educação. E o reitor da UEA, Cleinaldo Costa, nos mostrou essa necessidade e carência de mercado que precisa de apoio e solução. Por isso, focamos nessa turma. A Samsung tem iniciativa em praticamente todas as áreas e na saúde, naturalmente podemos no futuro apoiar as soluções", acrescentou.

Projetos apresentados

De aplicativo para monitoramento de cáries em crianças a um Ventilador Mecânico em Realidade Virtual foram algumas das ideias propostas pelos grupos. Cada representante teve a responsabilidade de defender a sua ideia para a banca composta pelo vice-reitor da UEA, Mario Bessa, pelo coordenador da Incubadora de Empresas da UEA, Sálvio Rizzato, pelo gerente do programa de inovação da Samsung do Brasil, Eduardo Conejo, pelo senior business designer da Samsung Instituto de Desenvolvimento de Informática para Amazônia (Sidia), Rodrigo Correa e pela especialista de Pesquisa e Desenvolvimento da Samsung Alessandra Duarte Silva. As ideias eram Protz, Tdtrack, Keepsmiling, VM Up, 3 Dent, Appet, Alltism, +, Habitus e Find A Way.

A designer de experiência, Camila Lima, que está há mais de 13 anos no mercado, soube da turma por meio de amigos e verificou o cronograma e se inscreveu para aprimorar o conhecimento. "Já trabalhei com Serviço Social e foi um viés de mercado que nunca tinha tido a oportunidade de trabalhar", destacou. A proposta do grupo é o Protz, plataforma gameficiada para melhorar o ensino de criação de próteses parciais removíveis. Camila já participou de muitos pitches no mundo acadêmico, mas que nunca fez desta forma de 'venda' do produto.

Para o coordenador da Incubadora de Empresas da UEA, Sálvio Rizzato, é fundamental a Incubadora participar dessas avaliações, pois verificamos no mercado o que pode virar um futuro negócio. "Hoje, por exemplo, vislumbramos varias possibilidade de futuros negócios e soluções para a área de saúde não só para o Amazonas, como para o Mundo", observou.

A especialista de Pesquisa e Desenvolvimento da Samsung, Alessandra Duarte Silva, as propostas estão de acordo com as nossas expectativas. "A minha análise é que todas as ideias são inovadoras e bastante diferenciadas do mercado. Agora é esperar as próximas fases", encerrou.

Sobre o programa

A primeira turma 'Ocean Lab: tecnologias digitais aplicadas ao ensino em saúde' terá três etapas para desenvolver as propostas. Até o dia 15 de dezembro é a fase de Ideação. Os alunos serão instigados a proporem ideias criativas na área de saúde. As propostas serão apresentadas a um painel de pessoas para avaliarem. Em seguida, o corpo técnico avaliará as propostas que tenham viabilidade técnica e, assim, partirem para a segunda fase, a de Prototipação.

Na segunda fase, os alunos vão transformar as ideias em algo funcional, um hardware, um game ou um aplicativo. Na terceira e última fase, chamada MVP (Mínimo Produto Viável), são os produtos desenvolvidos de acordo com as necessidades do mercado de Educação em Saúde, e que poderão ser utilizados por docentes, estudantes e profissionais de saúde.

Texto: Jacqueline Nascimento/Ascom UEA

Fotos: Joelma Sanmelo/Ascom UEA

Fonte: http://noticias1.uea.edu.br/noticia.php?notId=5410...